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Avô-padrasto que confessou ter matado neta choca Israel

BBC Brasil
31 dez 1969 às 21:33

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O caso da menina Rose Pizem, de 4 anos, que desapareceu há 3 meses e, segundo a polícia israelense, foi assassinada por seu avô, gerou uma comoção em Israel, comparável à que se criou no Brasil com o caso de Isabella Nardoni.
Desde terça feira, quando a polícia autorizou a divulgação dos detalhes do crime, a história trágica da vida e morte da menina ganhou um destaque sem precedentes em todos os meios de comunicação do país.

Nascida na França em 2003, a menina teria sido espancada por seus pais desde bebê e assassinada por Roni Ron, de 45 anos, que é seu avô e padrasto.

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De acordo com a polícia, Ron confessou ter matado a neta e colocado seu corpo em uma mala que foi jogada no rio Yarkon, ao norte de Tel Aviv.


Segundo a imprensa local, a mãe de Rose teria pedido ao avô que "desse um fim na menina".


Roni Ron afirma que a morte de Rose teria sido um "acidente".


"Rose se comportou mal quando estava no banco traseiro do carro e eu dei-lhe um tabefe", disse ele à polícia.


"Veio um silêncio no carro e quando olhei para trás ela estava morta. Então a coloquei em uma mala vermelha e joguei no rio Yarkon", confessou o avô-padrasto.


Repercussão


As autoridades israelenses iniciaram buscas no rio, mas devido à poluição das águas os trabalhos transcorrem lentamente.


Todos os canais de televisão colocaram equipes junto ao rio Yarkon, para acompanhar as buscas pelo corpo de Rose.


O Yediot Ahronot, maior jornal de Israel, publicou nesta quinta-feira um caderno especial, de 15 páginas, sobre o caso.


Uma foto de Rose, com grandes olhos azuis lacrimejando, foi divulgada em todos os veículos.


Rose, a menina que ninguém queria, diz a manchete desta quinta-feira do jornal Yediot Ahronot.

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"Como uma criança desaparece e durante três meses ninguém a procura, ninguém pergunta?", escreve, no mesmo jornal, a jornalista Sima Kadmon.


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