O chefe dos inspetores de armas das Nações Unidas, Hans Blix, lastimou há pouco, em entrevista à Radiobrás, não ter tido tempo suficiente para afastar as suspeitas sobre a existência de armas de extermínio em massa no Iraque, o que poderia, em tese, ter evitado a invasão desse país por parte das tropas anglo-americanas.
De acordo com o secretário, o governo iraquiano foi "correto" e colaborou com a sua equipe.
"Inclusive não fomos nós que descobrimos a posse de mísseis Al-Samude II, de alcance superior ao permitido. A indicação da existência deles nos foi dada pelo próprio governo iraquiano", afirmou.
Hans Blix acrescentou ainda que os Estados Unidos, durante as inspeções, fizeram somente algumas recomendações e que em nenhum momento se sentiu pressionado ou coagido.