Apesar da decisão da Liga Árabe de reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT) dos insurgentes líbios como representante da Líbia nas reuniões da entidade, o Brasil ainda não definiu sua posição a respeito. A avaliação do governo brasileiro é que não há pressa, já que a interlocução do País com os rebeldes existe, ainda que informalmente.
Além disso, o reconhecimento do CNT terá que ser necessariamente discutido pelo Comitê de Credenciais das Nações Unidas na Assembleia Geral, em setembro, e não haveria razões para antecipar o debate.
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Também não há, na avaliação do Itamaraty, problema em participar de uma eventual reunião com o CNT, se for mesmo confirmado o convite anunciado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, mesmo sem o reconhecimento formal do Conselho como representante do povo líbio. O pedido de participação do Brasil nem mesmo chegou ainda, mas o Ministério das Relações Exteriores considera que a ideia pode ser positiva, desde que não tire o mandato e a autoridade do Conselho de Segurança da ONU.