A baiana Ana Virgínia Moraes Sardinha já retornou ao Brasil depois de ter sido condenada pela morte do filho e ter sua pena suspensa pela Justiça portuguesa.
O julgamento de Ana Virgínia terminou na sexta-feira passada, com a decisão e o anúncio da sentença sobre o caso.
Ela foi condenada pela morte do filho, Leonardo Brittes Sardinha, de 6 anos, mas teve a pena suspensa e transformada em obrigatoriedade de seguir um tratamento psicológico e psiquiátrico, que pode ser feito no Brasil desde que sejam apresentados relatórios anuais ao tribunal português.
Após anunciar em tribunal que já tinha comprado a passagem para o Brasil, ela seguiu no sábado de volta para a Bahia, segundo informações de pessoas ligadas à família.
Namoro
De acordo com o relato de Ana Virgínia no tribunal, a história começou em 30 de junho de 2005, quando conheceu pela internet o português Nuno Guilherme Sampaio, ex-jogador de futebol.
Os dois começaram a namorar por computador e, dois anos depois, ela decidiu ir morar com ele na região de Alenquer, a 50 km de Lisboa. Sampaio havia comprado e mobiliado um apartamento para os dois.
Duas semanas depois da chegada da brasileira, a relação não estava dando certo e Nuno terminou o relacionamento, pedindo que Ana Virgínia voltasse ao Brasil – segundo relatos de blogs na Internet de apoio a Ana Virgínia, um dos motivos seria o fato de o filho não se dar bem com o namorado.
No tribunal, Ana Virgínia declarou que pretendia fazer a mala para regressar ao Brasil, mas o filho não queria ir embora, por já ter feito amigos em Portugal, e estaria tenso no dia da viagem.
Ela admitiu ter dado o medicamento de epilepsia que o filho tomava porque queria que Leonardo sentisse sono e adormecesse para a viagem de retorno. No entanto, a brasileira manteve a versão de que não tinha intenção de matar o filho e também negou que tivesse dado três frascos de remédio ao filho, como afirmou a acusação.