Uma pesquisa mostrou que cerca de 90% dos brasileiros rejeitam o padrão de magreza exibido por modelos. Uma recente pesquisa pela internet, conduzida pela Nielsen Company, perguntou a cerca de 25 mil pessoas em 45 países se elas achavam que as modelos e celebridades eram "magras demais".
Na lista de países da América Latina onde a maioria dos pesquisados rejeitou o padrão exibido por modelos e celebridades estão Brasil, México, Chile e Argentina. Na Argentina 91% dos consumidores acreditam que as modelos são magras demais. No Brasil, o índice é de 89%. México apresentou um índice de 87% enquanto o Chile chegou a 84%.
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O relatório afirma que o debate a respeito de modelos "magras demais" se intensificou desde os casos da modelo Ana Carolina Reston e da estudante de moda Carla Casalle, mortas no Brasil em conseqüência de anorexia nervosa.
"Não é surpreendente o fato de os consumidores latino-americanos estarem entre os que são mais contrários ao padrão de modelos 'magras demais'. A questão está cada vez mais polêmica e deverá ser um dos assuntos mais importantes de cada Semana de Moda internacional até que se alcance um consenso global", afirmou Patrick Dodd, presidente da AC Nielsen Europa.
Centros da moda - Na Espanha 88% dos consumidores acreditam que as modelos são magras demais. O país foi um dos pioneiros no debate. Em 2005 a semana de moda de Madri proibiu modelos magras demais de desfilar nas suas passarelas. As modelos com índice de massa corporal (IMC) baixo demais foram proibidas de desfilar no evento pela Associação Espanhola de Estilistas de Moda.
Na Itália, país onde fica uma das mais famosas semanas de moda, 83%. Este índice chega a 89% no Canadá, 94% na Noruega e 92% na Nova Zelândia e Suíça. Na França o índice chegou a 88% e nos Estados Unidos, 87%.