O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aumentou na quinta-feira a pressão sobre os países que se opõem a uma guerra contra o Iraque, afirmando que iria forçar Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a votar em dias a resolução que autorizaria a guerra.
Bush afirmou ainda que recusar o uso da força para desarmar o Iraque representa um risco inaceitável, e que os Estados Unidos estão "na fase final da diplomacia". Segundo ele, os Estados Unidos deverão insistir mais alguns dias para tentar obter apoio dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU a uma resolução que defenda uma ação militar.
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Bush também continua acusando o Iraque de esconder materiais usados em armas de destruição em massa e de continuar a produzir mísseis proibidos pelas resoluções da ONU. Quanto aos protestos em todo o mundo contra a guerra, Bush disse: "Reconheço que há pessoas que não gostam de guerra. Eu não gosto de guerra. Espero que Saddam Hussein tenha ouvido as exigências do mundo e se desarme. Esta é minha esperança".
Na quinta-feira, a China uniu-se aos países contrários oa conflito, liderados pela França, Alemanha e Rússia. O senador Tom Daschle, principal líder democrata no Senado, acusou o presidente norte-americano de se "apressar para a guerra".
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha já enviaram mais de 300 mil soldados para a região do Iraque, assim como dezenas de navios de guerra e cerca de 600 caças, nos preparativos para a guerra.