A Federação dos Transportadores Rurais anunciou o fim da greve dos caminhoneiros que bloqueiam o trânsito na Argentina desde terça-feira. O anúncio foi feito, ontem (13) por representantes da entidade e pelo secretário de Transportes do governo da presidente Cristina Kirchner, Ricardo Jaime, logo após uma reunião.
No entanto, minutos depois do anúncio, o presidente da Confederação Argentina de Transporte de Carga (Catac, na sigla em espanhol), Rubén Agugliaro, disse à imprensa que o protesto seria mantido.
"Somos 140 mil caminhoneiros, o maior grupo do país, e não sentimos segurança nenhuma para suspender a manifestação", declarou.
Impacto
O protesto dos caminhoneiros levou o setor de lácteos a jogar fora cerca de quatro milhões de litros de leite por dia, já que os caminhões carregados não tinham como chegar ao destino.
A greve afetou também o turismo. Segundo o presidente da Federação de Empresários Gastronômicos, Ricardo Sanchez, o setor tem sofrido uma queda de pelo menos 40% em diferentes pontos do país.
Na segunda-feira (16) é feriado nacional na Argentina e muitos turistas que haviam feito reservas em hotéis, inclusive na capital, Buenos Aires, pediram o cancelamento, informou Sanchez.
As informações são da BBC Brasil.