O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou ao Afeganistão na manhã deste sábado (19), em sua primeira viagem ao exterior como candidato.
Segundo a CNN, o senador deixou Washington na quinta-feira e durante a viagem, fez sua primeira parada no Kuwait, para visitar as tropas americanas instaladas no país, de acordo com Robert Gibbs, porta-voz da campanha do candidato. Obama planeja ainda visitar o Iraque, embora detalhes de sua viagem não tenham sido divulgados por razões de segurança.
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O giro de Obama pelo Afeganistão, Iraque, Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido tem como objetivo provar sua credibilidade em assuntos internacionais e neutralizar as críticas de que é muito inexperiente para comandar os EUA.
Pouco antes de embarcar no avião militar que o levou ao país, Obama disse aos repórteres que pretende "ouvir mais do que falar" durante as viagens. "Obviamente eu quero conversar com os comandantes das forças americanas no Afeganistão e em Bagdá para saber quais são suas maiores preocupações. Também quero agradecer nossos soldados pelo trabalho heróico que têm feito", disse.
Ele declarou esta semana que quer enviar mais duas brigadas ao Afeganistão (cerca de 7 mil homens), em uma mudança no que ele classifica como "foco restrito" do governo Bush no Iraque. Ele também declarou que pretende retirar as tropas americanas do país em 16 meses.
Apoio iraquiano
Em apoio à proposta de Obama, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, declarou em entrevista à revista alemã Der Spiegel, que a proposta de retirada das tropas neste prazo é a melhor para o país.
Embora não queira que isso seja entendido como um apoio eleitoral, Maliki afirma que aquele que "falar em prazos curtos está mais próximo da realidade", pois prolongar "forçadamente a presença militar no Iraque ocasionaria mais problemas". "Achamos que é o prazo correto para a retirada, salvo modificações pontuais", assinala o premiê, em entrevista que será publicada em sua edição da próxima segunda-feira.
Segundo o iraquiano, os americanos deveriam deixar o Iraque "o mais rápido possível". "O governo iraquiano quer um acordo estratégico a longo prazo com os Estados Unidos, no qual regulemos as bases de nossas relações econômicas e culturais; o acordo de segurança sobre o estacionamento de tropas que se está negociando agora, por outro lado, deveria ser só para um período curto", afirmou Maliki.