Mundo

Casa de brasileira se torna a mais cara do mundo

31 dez 1969 às 21:33

A casa da brasileira Lily Safra, viúva do ex-banqueiro Edmond Safra, situada na Côte d’Azur, no sul da França, foi vendida por 500 milhões euros (cerca de R$ 1,2 bilhão) a um bilionário russo. O montante foi o mais alto já pago até hoje em uma transação imobiliária de alto luxo.

Até então, o valor mais alto pago por uma propriedade era de 147,28 milhões de euros (R$ 355 milhões), desembolsados no ano passado por Lakshmi Mittal, dono do grupo siderúrgico ArcelorMittal, para comprar uma residência em Londres.


Situada em uma colina de Villefranche-sur-Mer, entre Nice e Mônaco, a Vila Leopoldina, como a casa é chamada, foi construída no estilo Belle Époque e ocupa um terreno de oito hectares (80 mil metros quadrados). O espaço ainda inclui um jardim com 1,2 mil oliveiras, além de outras árvores como limoeiros e laranjeiras.


Cerca de 50 jardineiros trabalham diariamente no local, que possui uma vista privilegiada do balneário de Saint-Jean-Cap-Ferrat, um dos mais sofisticados da Riviera Francesa, com inúmeras propriedades de luxo.


História
A casa que se tornou a mais cara do mundo havia sido adquirida pelo rei Léopold 2º da Bélgica em 1902 pelo valor simbólico de apenas um franco.
Mais tarde, a residência real foi transformada em um hospital para os feridos da Primeira Guerra Mundial. Antes de integrar o patrimônio da brasileira Lily Safra, que a recebeu de herança em 1999, a propriedade havia pertencido à família Agnelli, proprietária da Fiat.


Edmond Safra, morto em um incêndio criminoso em sua residência em Mônaco, costumava oferecer grandes recepções na Vila Leopoldina, que atraíram personalidades como Frank Sinatra e o ex-presidente americano Ronald Reagan.


O nome do bilionário russo que comprou a residência está sendo mantido em segredo. Rumores espalhados nas últimas semanas indicavam que Roman Abramovitch, dono do clube de futebol inglês Chelsea, teria comprado a casa, mas a informação foi desmentida.

Lily Safra ocupa a 11ª posição da lista das mulheres mais ricas do mundo, compilada no ano passado pela revista britânica Eurobusiness, com um patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões.


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