O medicamento Fortéo (teriparatida injetável derivada de ADN recombinante) começa a ser comercializado este mês no Brasil e na Europa. Aprovado pelo FDA, órgão regulador norte-americano de medicamentos e alimentos, em novembro de 2002, é o primeiro medicamento capaz de estimular a formação óssea, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de osteoporose em mulheres na pós-menopausa e em homens.
O Fortéo foi desenvolvido pela indústria farmacêutica Eli Lilly e é indicado para pacientes com osteoporose com alto risco para fraturas ou com presença de fraturas.
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Primeiro produto de uma nova classe terapêutica de agentes formadores de osso, o medicamento estimula as células chamadas osteoblastos, responsáveis pela formação óssea. Os medicamentos para tratamento da osteoporose existentes até o momento, como os antireabsortivos, só retardam ou estacionam a perda de massa óssea.
Em comparação com placebo (substância inócua), estudos clínicos revelam que o Fortéo, além de estimular o desenvolvimento de massa óssea, diminui o risco de fraturas vertebrais e aumenta a densidade mineral óssea, após uma média de 21 meses de tratamento.
A redução do risco de fraturas vertebrais graves é de 90% comparado com placebo, já a diminuição do risco relativo do total de fraturas não vertebrais (pulso, costelas, quadril, tornozelo e pés, entre outros) é de 53%.
A osteoporose é uma doença silenciosa, que torna os ossos frágeis e facilmente sujeitos a fraturas. Atinge uma em cada três mulheres e um em cada oito homens, num total de cerca de 50 milhões de pessoas no mundo.
Com o envelhecimento da população, nos próximos cinco anos, estima-se que entre 55 e 60 milhões de mulheres desenvolverão a doença.