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Chile nega motivação política em explosão na embaixada

31 dez 1969 às 21:33

Um representante do governo chileno disse não acreditar que haja qualquer motivação política para a explosão de uma bomba na embaixada brasileira na capital do país, Santiago. O artefato de fabricação caseira explodiu na última madrugada no local, quebrando vidros, mas sem deixar feridos. Para o subsecretário do Ministério do Interior do Chile Felipe Harboe, o episódio não foi motivado pela relação entre os dois países ou ações brasileiras.

"Esse foi um caso isolado. A segurança é alta no Chile. Esse episódio não tem nada a ver com a relação entre os dois países ou contra a embaixada, especificamente", disse Harboe.


Ele também descartou a possibilidade de a bomba estar relacionada à prisão do chileno Mauricio Norambuena. Durante sua visita à Argentina, no começo desta semana, Lula foi alvo dos protestos de três manifestantes que gritaram "Brasil tortura" quando o presidente chegava à sede do Ministério das Relações Exteriores em Buenos Aires. Eles pediam que fossem aliviadas as condições em que está preso Norambuena.

O chileno foi condenado pelo seqüestro do publicitário Washington Olivetto, em 2002, e é mantido em uma cela isolada no Brasil. Quando questionado sobre uma possível relação, Harboe respondeu: "Não, nada. Foi um caso isolado e não tem nada a ver com esse fato".


'Para chamar atenção'


Embora o ataque à embaixada brasileira tenha sido considerado único pelo governo, este foi o nono caso de detonação de uma bomba caseira neste ano no país. Para o subsecretário, porém, os autores dessas explosões não são grupos organizados.

"Não temos grupos rebeldes no Chile. Os que fazem estes atos são geralmente jovens que atuam sozinhos. Ou porque querem chamar atenção ou por brincadeiras juvenis", acredita ele. Todos os casos, afirmou, estão sendo investigados pela polícia.


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