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China afirma que lista de tibetanos mortos é "falsa"

31 dez 1969 às 21:33

A China tentou desacreditar, nesta segunda-feira (7), as afirmações dos exilados tibetanos de que as tropas oficiais mataram manifestantes durante os protestos no Tibete e afirmou que uma lista com o nome de 40 pessoas mortas é "totalmente falsa".

"A lista é totalmente falsa e tem como objetivo dissimular a violência organizada pela camarilha do Dalai Lama", afirmou a agência de notícias oficial Nova China.


A declaração faz referência a uma lista de 40 vítimas "identificadas" que o governo tibetano no exílio apresentou há duas semanas.


Segundo a Nova China, a polícia determinou que uma das cinco pessoas citadas "com endereços precisos na lista" permanece viva e as outras não existem.


"As outras 35, das quais a camarilha não divulgou endereços precisos, indicando apenas seu local de residência como 'Lhasa, Tibete' ou 'Aba, Sichuan', não puderam ser localizadas", acrescenta a agência, com base em informações policiais.


O governo tibenano no exílio em Dharamsala (Índia) afirma que pelo menos 150 pessoas morreram em conseqüência da repressão chinesa.

O governo chinês alega ter atuado com moderação e que as tropas oficiais não mataram ninguém. Além disso, acusa os manifestantes tibetanos de serem os responsáveis pela morte de 20 pessoas, incluindo dois policiais.


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