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China condena 30 pessoas por distúrbios no Tibete

31 dez 1969 às 21:33

A China anunciou nesta terça-feira (29) as primeiras condenações dos manifestantes tibetanos, que promoveram distúrbios em março na capital do país, Lhasa. As penas das 30 pessoas variam de três anos de cadeia à prisão perpétua.

Pequim também pediu ao Dalai Lama que aproveite a oferta de diálogo e reiterou que, para isto, o líder espiritual dos tibetanos deve acabar com a violência no Tibete antes dos Jogos Olímpicos de Pequim. A China aceitou negociar com Dalai Lama. "Esperamos que o Dalai Lama saiba apreciar esta oportunidade, que reconheça a situação e adote medidas concretas para acabar com suas ações criminosas de violência. Que pare de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim e de realizar suas atividades separatistas, para criar as condições do próximo passo das discussões", acrescentou.


Histórico da manifestação


As manifestações contra a política do governo chinês, iniciadas em 10 de março em Lhasa, dia do aniversário da revolta antichinesa de 1959, foram violentamente reprimidas e desencadearam violentos distúrbios quatro dias mais tarde, que posteriormente se propagaram a outras regiões do oeste do país onde vivem minorias tibetanas.


Balanço dos confrontos


A China acusa os manifestantes tibetanos de terem matado 18 civis e um policial nos distúrbios de Lhasa. Segundo Pequim, 382 civis e 241 policiais ficaram feridos.


As autoridades chinesas afirmam ainda que os tibetanos incendiaram sete escolas, cinco hospitais e 120 casas, além de terem saqueado 908 lojas, o que teria provocado um prejuízo geral superior a 35 milhões de dólares.


O governo tibetano no exílio afirmou nesta terça-feira que 203 pessoas morreram na repressão dos protestos tibetanos pelo Exército chinês. Até agora o número de vítimas fatais na manifestações de março era calculado em 150.

Quase mil pessoas ficaram feridas e 5.715 foram detidas nos protestos, iniciados em 10 de março em Lhasa (a capital regional), de acordo com um relatório, que segundo os líderes tibetanos exilados em Dharamsala (norte da Índia) foi elaborado com dados minuciosamente apurados.


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