Fósseis de uma nova espécie de crocodiliforme marinho que viveu durante a época Paleocena, há aproximadamente 62 milhões de anos, foram descobertos na costa de Pernambuco e apresentados hoje (26) no Rio. Segundo a equipe de paleontólogos responsável pelo trabalho, trata-se do registro mais completo do grupo dos dirossaurídeos já encontrado na América do Sul. A mandíbula, o crânio fragmentado, dentes, vértebras e placas ósseas ficarão na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Uma réplica do bicho, de três metros de comprimento, será exposta no Rio a partir de sexta-feira no Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A espécie recebeu o nome Guarini (guerreiro, em tupi) suchus (crocodilo) munizi, homenagem ao paleontólogo Geraldo da Costa Barros Muniz. Ele realizou uma série de pesquisas de fósseis na pedreira de calcário onde ocorreu a descoberta.
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O estudo foi publicado na revista científica inglesa Proceedings of the Royal Society B. Acredita-se que os dirossaurídeos, que surgiram há aproximadamente 70 milhões de anos, foram extintos há cerca de 50 milhões de anos por tubarões, "que desde o Paleozóico nunca saíram de cena".