01/10/20
Novos estudos

Cientistas britânicos começam a testar vacina do coronavírus em ratos

Uma equipe de pesquisadores britânicos anunciou nesta terça-feira (11) que está testando em ratos uma vacina contra o novo coronavírus e espera concluir a experiência até o fim do ano.

Divulgação/Josué Damacena
Divulgação/Josué Damacena


"Acabamos de injetar em ratos a vacina que criamos a partir de bactérias e esperamos, nas próximas semanas, determinar a reação nos ratos, no seu sangue, a sua resposta em termos de anticorpos contra o coronavírus", disse um dos pesquisadores à agência AFP (France-Presse).

A equipe do Imperial College, em Londres, acredita estar entre as primeiras a avançar com ensaios clínicos em animais, no momento em que a comunidade científica está empenhada em encontrar uma vacina eficaz, já que as atuais não protegem contra o novo coronavírus.

O desenvolvimento de uma nova vacina é um processo demorado, que pode se prolongar por vários anos até que se prove que ela é segura e eficaz.

Em declarações à AFP, Paul McKay afirmou que sua equipe espera ser a primeira a fazer ensaios clínicos em humanos e a disponibilizar a vacina contra a nova epidemia. As pesquisas partiram do trabalho desenvolvido para o coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda (SARS, na sigla em iglês).

"Quando a primeira fase de ensaios terminar, o que pode demorar alguns meses, poderemos testar imediatamente a eficácia da vacina em humanos, o que também levará alguns meses", explicou o cientista, acrescentando que o objetivo é ter uma vacina viável até o fim do ano.

Em entrevista ao canal britânico Sky News, o coordenador dos trabalhos, Robin Shattock, admitiu que a vacina não serviria para combater o atual surto, mas poderá ser importante se houver outro no futuro.

TRABALHO CONJUNTO CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS

Vários cientistas da China, dos Estados Unidos, da Austrália e Europa trabalham juntos contra o tempo, para encontrar um produto que combata o novo coronavírus, detectado em dezembro de 2019 em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei (centro), e que já causou mais de 1.000 mortes

Segundo a agência chinesa Xinhua, uma universidade de Xangai também iniciou testes em ratos no domingo (9).

À AFP, Paul McKay reconheceu que o trabalho dos vários países traduz um esforço conjunto da comunidade científica, numa "corrida colaborativa" para encontrar a nova vacina. Ele lembrou que "os chineses, assim que sequenciaram o genoma, partilharam-no livremente com todo o mundo".

A epidemia já causou 1.018 mortos, dos quais 1.016 na China continental, onde são registrados mais de 42 mil infectados.

O balanço é superior ao da SARS, que entre 2002 e 2003 causou a morte de 774 pessoas em todo o mundo, a maioria na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

Na Europa, são notificados, desde segunda-feira (10) 43 infectados, com quatro novos casos detectados no Reino Unido, onde a propagação do vírus foi declarada uma "ameaça séria e iminente para a saúde pública".
Agência Brasil
Continue lendo
Veja o vídeo
Justiça aceita denúncia contra homem filmado agredindo mulher
01 OUT 2020 às 17h37
Que caloooor!
Termômetro da avenida Tiradentes marca 43ºC nesta quinta em Londrina
01 OUT 2020 às 16h44
Em Jacarezinho
MP denuncia homem filmado agredindo companheira em posto de saúde
01 OUT 2020 às 15h15
Fiscalização
Defesa Social recebe 8.967 denúncias de desrespeito à quarentena em seis meses de pandemia
01 OUT 2020 às 14h44
Lava Jato
Fachin nega pedido de Lula para suspender processo do tríplex
01 OUT 2020 às 14h28
Saque e transferência
Caixa libera o auxílio emergencial para nascidos em abril
01 OUT 2020 às 14h17
Veja mais e a capa do canal
JORNAIS
Folha de Londrina
TELEVISÃO
MultiTV Cidades
OUTRAS EMPRESAS
Grafipress
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Bonde - Todos os direitos reservados