O cinegrafista sudanês Sami al-Hajj da rede árabe al-Jazeera, liberado na quinta-feira da base americana de Guantánamo, onde permaneceu seis anos, denunciou as péssimas condições de prisão e "insultos" ao Islã proferidos por parte das autoridades penitenciárias. "Aconteceram muitas violações. Estávamos impedidos de rezar e havia insultos deliberados contra o livro santo (O Corão)", declarou al-Hajj à al-Jazeera, em uma entrevista concedida em sua cama no hospital, em Cartum, capital do Sudão.
O cinegrafista, repatriado por um avião militar americano junto a outros dois prisioneiros sudaneses da base em Cuba, foi preso em dezembro de 2001 na fronteira afegã pelo exército paquistanês.
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Ele chegou em Guantánamo em junho de 2002, mas nunca foi considerado culpado. Al-Hajj perdeu 18 kg e sofre de problemas intestinais, além de crise de paranóia.
Desativação de Guantánamo
Matéria publicada pela Agência Estado, na sexta-feira (2) aponta que o governo Bush pode anunciar até janeiro, quando termina o seu mandato, planos para desativar a prisão de Guantánamo.
O governo norte-americano sofre pressões interna e externa para desativar a prisão, inaugurada em janeiro de 2002 na base naval norte-americana, encravada em território cubano. Lá são mantidos suspeitos de terrorismo.