As zonas de Chaitén e Futaleufú, no sul do Chile, enfrentam um desastre ecológico provocado pelas cinzas do vulcão Chaitén, que cobrem boa parte desta região turística.
Segundo o Bureau Nacional de Emergências, o vulcão mantém sua atividade, nove dias após entrar em erupção, e a coluna de cinzas tem agora entre 5.000 e 7.000 metros de altura.
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Em Chaitén, as cinzas já cobrem uma área de 200 mil hectares, provocando um sério dano ecológico em uma zona rica em vegetação nativa e cursos d'água, que recebe anualmente milhares de turistas.
Entre as áreas mais afetadas está o Parque Pumalín, uma ampla reserva natural de propriedade do conservacionista americano Douglas Tompkins.
Os mais de 30 centímetros de cinzas sobre as regiões de Chaitén e Futaleufú vão matar a vegetação, "não há como impedir", disse o agrônomo Wilfredo Vera, da Universidade do Chile.
"Teremos que esperar um longo tempo, talvez décadas, para que as espécies naturais voltem a colonizar o local", assinalou Vera.
A rica biodiversidade aquática também sofrerá um dano irremediável, devido ao grau de acidez nos cursos d'água.