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Cirurgião cria implante de sutiã para levantar os seios

BBC Brasil
22 ago 2007 às 17:31

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Divulgação
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Um cirurgião plástico israelense criou um "implante de sutiã" feito de silicone, que pode se tornar uma nova opção em cirurgias para levantar os seios.
Com a fase de pesquisas concluídas, a equipe vai iniciar os testes em outubro com 30 mulheres para avaliar a eficácia e os efeitos colaterais do procedimento.

Se a nova tecnologia provar ser eficiente, poderá chegar ao mercado em até dois anos.

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A invenção, batizada de "Cup and Up", consiste de uma prótese de silicone na forma de uma rede que, ao ser implantada nos seios, é segurada por duas alças fixadas em um dos ossos da costela com parafusos de titânio.


Pequenas cicatrizes


O autor da invenção, o médico Eyal Gur, explica que a nova prótese seria implantada utilizando a técnica Mastopexia de Invasão Mínima (MIM, na sigla em inglês), um procedimento que deixa cicatrizes bem menores do que as observadas nas cirurgias convencionais.


Outro benefício do procedimento, acrescenta o médico, seria o tempo de duração da cirurgia, de apenas 40 minutos.


"A paciente poderá chegar ao hospital pela manhã e voltar para casa logo depois do almoço", afirma.


Segundo Gur, apenas dois cortes de meio centímetro nos dois lados de cada seio seriam necessários para introduzir o sutiã de silicone, feito sob medida para cada paciente.


Com as alças aparafusadas na costela, entre os seios e os ombros, a rede de silicone é implantada na base da mama e encaixada nas alças.


Quem quiser, ainda poderá aproveitar a cirurgia não só para levantar, mas também para aumentar os seios.

Sutiã interno fica preso na costela com parafusos de titânio


Efeito duradouro


Além disso, aposta o médico, a nova tecnologia terá efeito mais duradouro, já que as alças não perdem elasticidade com o tempo, como acontece com os sutiãs de verdade.


"O novo sutiã terá efeito permanente e duradouro, diferente das cirurgias tradicionais, em que um ano depois a paciente reclama que os seios já voltaram a cair".


Gur adverte, no entanto, que a novidade poderá sofrer com os efeitos da gravidez, amamentação ou ganho de peso, sendo necessários reajustes num período de cinco a dez anos.


A equipe de médicos israelenses já registrou patentes em vários países, incluindo o Brasil. Gur acredita que o "implante de sutiã" será bem recebido no país, onde "não falta trabalho para os cirurgiões plásticos".


De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 2004 o Brasil realizou mais de 660 mil cirurgias plásticas. Entre estas, 117.759 foram para correção das mamas.


Ceticismo


Alguns cirugiões, no entanto, estão céticos em relação à nova tecnologia. O cirurgião plástico Simon Kay, membro da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, diz que ainda é cedo para apostar na eficácia do implante de sutiã e alerta para os riscos.


"Há um sério risco de rejeição tanto do silicone, que nesse procedimento é colocado a apenas um centímetro abaixo da pele e dos parafusos de titânio, que além de poderem causar infecções, pode perfurar algum órgão, como o pulmão", afirmou o cirugião.


Para Kay, o "Cup and Up" é mais uma demonstração da "tentação do mercado" para criar novas técnicas que atraiam mulheres para as cirugias plásticas.

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"As mulheres estão cada vez mais convencidas pela mídia de que não devem se sentir satisfeitas com a aparência", opinou.


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