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Relatório da ONU

Com temperaturas elevadas, 2025 deve ser o segundo ou terceiro ano mais quente

Redação Bonde com Agência Brasil
06 nov 2025 às 18:33

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O ano de 2025 deve ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado. A temperatura média próxima à superfície, de janeiro a agosto, foi de 1,42° C, aproximadamente, 0,12° C acima da média pré-industrial.


Os dados são do Relatório sobre o Estado do Clima Global da OMM (Organização Meteorológica Mundial). Os últimos onze anos, de 2015 a 2025, terão sido individualmente os mais quentes nos 176 anos de registros de observação, sendo os últimos três anos os três anos mais quentes.

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"Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta. Mas a ciência também é clara ao afirmar que ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o fim do século", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.


INDICADORES CLIMÁTICOS


O relatório foi divulgado pela OMM para a COP30 (Cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Belém, como referência científica para fundamentar as negociações da COP em evidências confiáveis. O documento ainda mostra indicadores climáticos essenciais e sua relevância para apoiar a formulação de políticas e documentos científicos mais detalhados.


Em seu discurso na COP30, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, disse que cada ano acima de 1,5 grau prejudicará as economias, aprofundará as desigualdades e causará danos irreversíveis.


“Devemos agir agora, com grande rapidez e em grande escala, para que esse aumento seja o menor, o mais curto e o mais seguro possível e para que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5°C antes do final do século”, assegurou.


Segundo o relatório, as concentrações de gases de efeito estufa que retêm calor e o conteúdo de calor dos oceanos continuaram a aumentar em 2025, com a extensão do gelo marinho no Ártico após o congelamento de inverno sendo o menor já registrado, e a extensão do gelo marinho na Antártida bem abaixo da média ao longo do ano. “A tendência de longo prazo de elevação do nível do mar continuou, apesar de uma pequena e temporária oscilação devido a fatores naturais”, diz o texto.

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Também tiveram impacto em cascata os eventos climáticos extremos registrados em todo o mundo em 2025, como chuvas torrenciais e inundações, calor intenso e incêndios florestais. Todos esses fatores contribuíram para o deslocamento de pessoas em diversas regiões, prejudicando o desenvolvimento sustentável e o progresso econômico.

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