O presidente do Haiti, Rene Preval, disse nesta quarta-feira (13) que o chefe da missão de paz da ONU no país, o tunisiano Hedi Annabi, foi morto no terremoto que atingiu a capital, Porto Príncipe.
"O embaixador Annabi morreu. Nós enviamos nossas condolências a toda comunidade internacional", disse Preval a jornalistas na capital.
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A ONU, no entanto, afirmou que não pode confirmar a morte de Annabi.
"Nós estamos cientes dos relatos noticiosos atribuídos ao presidente Preval de que (o enviado especial) Annabi foi morto no terremoto no Haiti", disse o porta-voz da missão de paz, Nicholas Birnback.
"Nós estamos em contato com a missão da ONU no Haiti, a Minustah, e com a missão permanente do Haiti para as Nações Unidas e nenhum dos dois conseguiu confirmar essa informação", disse ele, afirmando que a Organização está buscando esclarecer essa informação.
Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, já havia afirmado que não tinha informações para confirmar a morte de Annabi.
A primeira informação sobre a morte do chefe da missão foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner.
O ministro havia afirmado à rádio francesa RTL que "o prédio da missão de paz da ONU desmoronou e parece que todos os que estavam dentro do prédio, incluindo meu amigo Hedi Annabi, e todos aqueles que estavam com ele e à sua volta estão mortos".
Annabi, de 65 anos, subiu à chefia da missão da Minustah no dia 1º de setembro de 2007. Antes disso, ele ocupou por dez anos a subsecretaria-adjunta da ONU para as operações de manutenção de paz.
ONU
Até agora, a ONU confirmou a morte de 14 funcionários da missão no terremoto que atingiu o Haiti. Pelo menos 56 teriam ficado feridos após o desmoronamento da sede da Organização em Porto Príncipe.
Ban Ki-Moon já havia afirmado que no momento em que o tremor atingiu a sede da Minustah havia cerca de 150 pessoas trabalhando.
Uma porta-voz do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Elizabeth Byrs, disse à agência de notícias AFP que "entre 115 e 200 funcionários expatriados da ONU ainda estão desaparecidos".
O chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas, John Holmes, disse nesta quarta-feira que a "ONU foi parte das vítimas desse terremoto" e pediu ajuda urgente para o resgate dos sobreviventes que podem estar nos escombros.
O Brasil exerce o comando militar da Minustah, que conta com cerca de 7 mil soldados (1.266 deles brasileiros).
A força de paz da ONU no Haiti conta ainda com outros 2 mil civis.