O senador Barack Obama é o indicado democrata à presidência dos Estados Unidos. Obama, que baseou sua campanha na palavra "mudança", alcançou os 2.118 delegados que precisava para ser o primeiro candidato negro de um dos principais partidos do país em uma eleição presidencial.
Apesar de sua rival Hillary Clinton não ter admitido a derrota, desde a noite desta terça-feira (3), Obama já havia se proclamado o candidato democrata à presidência.
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As primárias na Dakota do Sul e Montana colocaram um ponto final em uma das mais prolongadas e disputadas primárias no lado democrata. O processo, que teve início há cinco meses em Iowa, deixou o partido profundamente dividido.
Hilary
Hillary Clinton revelou que consultará os dirigentes democratas e sua família para decidir o que será melhor "para nosso partido e nosso país".
A senadora homenageou Obama dizendo que "foi uma honra disputar estas primárias com ele, como será uma honra no futuro chamá-lo de amigo".
Um dos principais desafios de Obama será seduzir os eleitores latinos, que foram amplamente favoráveis a Hillary nas primárias.
McCain
Quem se antecipou aos democratas foi o candidato republicano John McCain, que fez um discurso em Nova Orleans repleto de ataques a Obama.
O veterano senador de 71 anos, que garantiu a candidatura em março, criticou a "falsa mudança" prometida por Obama e sua posição contrária à aprovação de novos acordos comerciais.
McCain, ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, aproveitou para tentar se afastar do atual presidente George W. Bush, a quem sempre é comparado pelos democratas, lembrando, por exemplo, que discordou da atual administração sobre a gestão da guerra no Iraque.
Segundo uma pesquisa do instituto Gallup publicada na terça-feira pelo jornal USA Today, Obama tem uma leve vantagem sobre McCain nas intenções de voto para as eleições de novembro, com 47% contra 44%. Há um mês a proporção era de 47% para o republicano e 45% para o democrata.
Com Hillary como candidata, a vantagem democrata passa a 49% contra 43%, segundo a mesma pesquisa.