A Coréia do Norte entregou à China uma declaração contendo detalhes do programa nuclear do país.
Originalmente o documento deveria ter sido divulgado há seis meses, mas o governo norte-coreano vinha resistindo à sua entrega.
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O relatório contém detalhes das usinas atômicas norte-coreanas, porém não revela quantas armas nucleares o Estado comunista possui nem o que será feito delas.
A declaração faz parte dos esforços de desarmamento nuclear da Coréia do Norte, que está negociando com um grupo de seis países, que inclui Rússia, China, Japão, Coréias do Sul e do Norte e Estados Unidos.
Restrições
As sanções dos Estados Unidos para o combate da lavagem de dinheiro, financiamento das atividades ilícitas e proliferação de armas da Coréia do Norte continuarão em vigor apesar do aliviamento dos outros tipos de restrições a Pyongyang, declarou um porta-voz do Tesouro americano nesta quinta-feira, 26.
A mudança da administração Bush para levantar algumas sanções após a Coréia do Norte ter entregue o muito aguardado relatório de suas atividades nucleares não irão restaurar o acesso do país ao sistema bancário internacional, informou o porta-voz John Rankin.
"Qualquer mudança nesta situação será um processo a longo prazo e dependerá da mudança de comportamento da Coréia do Norte em adequar os programas doméstico anti lavagem de dinheiro e anti financiamento do terrorismo aos padrões internacionais", acrescentou Rankin.
ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, comemorou a decisão da Coréia do Norte de fornecer os detalhes de seu programa nuclera.
Ban afirmou em uma coletiva de imprensa que a declaração de Pyongyang sobre seus materiais nucleares, equipamentos e programas era "fato animador".