O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou, neste sábado, 17, que está disposto a renunciar ao cargo se provarem relação do seu governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) que investigue essas acusações do governo colombiano.
"Tenho a consciência limpa, não tenho nada a temer. Se provarem que o meu governo ou a minha campanha tem ou teve qualquer relação com as Farc, ponho o meu cargo à disposição do povo equatoriano e à disposição de toda a América Latina", afirmou Correa em uma entrevista coletiva durante o último dia da cúpula de líderes da América Latina, do Caribe e da União Européia (UE).
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Correa lançou a proposta ao novamente desqualificar o relatório divulgado pela Interpol na quinta-feira, 15, apontando que os arquivos encontrados no laptop de guerrilheiros colombianos são autênticos e não foram alterados. O governo colombiano afirma que os dados mostram a ligação da Venezuela e do Equador com os rebeldes.
"O relatório da Interpol mostra que as informações estavam no computador", afirmou Correia.