Os deputados da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que formam a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o envio de dólares à Suíça por funcionários do setor de finanças do Estado já pediram a prisão preventiva por trinta dias de cinco deles e a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico de pelo menos 120 pessoas, incluindo sócios dos fiscais e funcionários de alto escalão dos governos Garotinho e Benedita .
Pela primeira vez, a criação de uma CPI foi aprovada por todos os 70 deputados estaduais. Agora, o próximo passo da CPI das contas na Suíça será a abertura da chamada Caixa Preta da Secretaria Estadual de Fazenda. Segundo o presidente da comissão, os parlamentares querem analisar os processos de cobrança de impostos e aplicação de multas, nos quais atuaram os envolvidos. "O objetivo principal da comissão é a analise dos casos mais suspeitos, como a compra de três supermercados pelo Carrefour e a cobrança de propina da Light", lembrou o deputado Paulo Mello.
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Para iniciar as investigações, dez auditores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado já começaram os trabalhos de análise dos documentos levantados pela Comissão Parlamentar. A CPI também pedirá apoio técnico ao Sindicato dos Bancários, ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda, além de solicitar à Polícia Federal agentes treinados em combate a crimes de colarinho branco.