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Crise faz premiê cancelar férias e voltar a Londres

08 ago 2011 às 20:42

Os protestos violentos que tiveram início em Londres no último sábado (6) e que agora se espalham para fora da capital britânica fizeram o primeiro-ministro David Cameron suspender suas férias na Itália e retornar rapidamente ao país.

Na manhã desta segunda-feira (8), Cameron teve uma reunião com o comitê de emergência do governo, para discutir medidas contra a onda de distúrbios que espalhou destruição em bairros de Londres e já atinge cidades como Birmingham. O premiê passava as férias de verão com a esposa e os filhos na Toscana, na Itália.


A ministra do Interior, Theresa May, também cancelou as férias, assim como o prefeito de Londres, Boris Johnson, e o líder da oposição trabalhista, Ed Milliband. Com a maior parte dos ministros de folga, em meio às férias de verão, o vice-premiê, Nick Clegg, visitou as áreas afetadas.


Nesta segunda-feira, carros e lojas foram incendiados por manifestantes em bairros como Lewisham (no sudeste da cidade) e Peckham (sul).


Já em Hackney (norte de Londres), carros de polícia tiveram seus vidros quebrados. Centenas de policiais que foram deslocados para o local encontraram resistência por parte dos moradores, que usaram carros em chamas como barricadas.


Fim de semana


Os choques ocorrem após vários episódios de violência ocorridos na cidade durante as noites de sábado e domingo, nos quais mais de 200 pessoas foram detidas.


As revoltas que explodiram na noite de sábado no bairro de Tottenham se espalharam para outras regiões de Londres na noite de domingo, que foi marcada por saques e violência em vários pontos do norte de Londres, além de Brixton, no sul, e de Oxford Circus, no centro turístico da capital britânica.


A Scotland Yard disse que os incidentes são imitações de atividades criminosas, que começaram após um protesto pela morte de Mark Duggan, de 29 anos.


Duggan foi morto por policiais na quinta-feira, em Tottenham, depois de ser abordado em um táxi por uma unidade que investiga crimes com armas de fogo no bairro.

Os policiais não divulgaram detalhes do suposto tiroteio, em que um policial também teria sido baleado, mas prometeram uma investigação.


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