Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Com cautela

Crise no Tibete afeta celebrações da Páscoa no Vaticano

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

Compartilhar notícia

AFP
siga o Bonde no Google News!

A crise no Tibete assombra nesta sexta-feira (21) as celebrações de Páscoa no Vaticano, com o Papa Bento XVI realizando poucas críticas na tentativa de se aproximar da China e conseguir maior liberdade para a Igreja católica no gigante asiático.

Bento XVI, que dá grande importância à Ásia em seu pontificado, decidiu há vários meses dedicar à igreja da China as meditações que serão lidas nas 14 estações do tradicional Via Crucis noturno no Coliseu de Roma.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Para isso, o Sumo Pontífice encarregou o cardeal de Hong Kong, o chinês Joseph Zen Ze-Kiun, de redigir os textos.


Desde os anos 60, os textos das meditações foram escritos por intelectuais, dentre eles o poeta italiano Mario Luzi, a monja protestante Minke de Vries e o cardeal da Nicarágua, Miguel Obando e Bravo.


O cardeal Zen, conhecido defensor da liberdade religiosa, é referência para os católicos na China e faz a ponte entre as autoridades comunistas e a Santa Sé. Ele, contudo, não estará presente no Coliseu.


"O Papa tenta assim manifestar sua pessoal atenção para o continente asiático e envolver nesse rito de piedade cristã os fiéis da China", escreveu Zen na introdução.


Em algumas passagens das meditações, divulgadas com antecedência pelo Vaticano, o cardeal se refere aos "mártires do século XXI" e em particular as vítimas das "tenebrosas perseguições religiosas".


Relações estremecidas


O Vaticano e a China mantêm relações difíceis. A Santa Sé rompeu relações diplomáticas com a China em 1951, dois anos depois da vitória do comunismo e da instauração do ateísmo, que representou uma forte repressão contra os fiéis de toda religião.


Depois da morte do líder máximo Mao Tse-tung em 1976, o budismo, o islamismo e o cristianismo começaram a ser tolerados e alguns anos depois o Vaticano começou a buscar a aproximação com Pequim com o objetivo de reunificar a Igreja do país, dividida entre a "oficial", reconhecida pelo governo, e a clandestina, fiel ao Papa.


As manifestações no Tibete, duramente reprimidas pela China, ocorrem em um momento delicado para a Santa Sé.


Apesar de ter mantido essa semana uma atitude prudente sobre os acontecimentos no Tibete para evitar maiores conflitos com a China, o Sumo Pontífice pediu, na quarta-feira, "diálogo e tolerância".


A resposta de Pequim, no entanto, foi direta. "A chamada tolerância não pode existir para os criminosos, que devem ser punidos segundo a lei", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang.

Cadastre-se em nossa newsletter

Segundo dados do Vaticano, existem entre 8 e 12 milhões de católicos na China. As estimativas do governo de Pequim calculam que são cinco milhões de católicos e 70 bispos. Uma minoria, entre os 1,3 bilhões de habitantes.


Últimas notícias

LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas