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Cubanos fazem fila para comprar celular

31 dez 1969 às 21:33

Dezenas de cubanos formaram filas nesta segunda-feira (12) em escritórios da empresa de telefonia estatal, ansiosos para comprar um celular, apesar dos preços astronômicos para a população. O acesso aos aparelhos era reservado aos estrangeiros, mas foi autorizado recentemente aos cubanos pelo governo de Raúl Castro.

"A autorização é muito boa, o serviço é caríssimo, mas a necessidade obriga", declara à AFP Iluminada Rodríguez, de 58 anos, que antes do sol nascer já estava na fila.


Como muitos, Iluminada leu a notícia em 28 de março no jornal Granma e correu para avisar a família que vive em Miami para lhe financiar um celular. "Com minha aposentadoria de 202 pesos mensais (cerca de 15 reais) não poderia pagar, mas sabia que minha família iria pagar, porque para falar com eles dependia até agora de um vizinho", comenta.


A compra de celulares foi liberada como parte do fim de algumas proibições e limitações que Raúl Castro realiza no governo, que também deu acesso aos cubanos a hotéis, aluguel de automóveis e compra de computadores.


Em 30 escritórios da Empresa de Telecomunicações de Cuba (ETECSA), os cubanos podem escolher entres seis modelos de aparelhos que vão de 64,80 dólares até 288,80, e contratar uma linha por 119,88 dólares. Pagam o serviço com a modalidade de pré-pago, com cartões de 1,80; 21,60 ou 42,20 dólares.

O salário médio em Cuba é de 408 pesos (cerca de 30 reais), mas muitos possuem outras fontes de renda.


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