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Cuidados necessários na hora das compras virtuais

Carolina Gabardo Belo - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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Se antes do surgimento da internet as relações entre empresas e consumidores não eram um mar de rosas, depois que as lojas começaram a vender seus produtos pela rede, os problemas se multiplicaram. São casos de empresas que não oferecem suporte adequado aos seus clientes ou ainda lojas que não existem e dão golpes nos consumidores.''Na internet, os casos de problemas na compra de produtos pioram muito, pois não existe a possibilidade de ir ao local, conversar com os vendedores. Eu recomendo sempre evitar a compra virtual'', afirma a chefe da divisão jurídica do Procon-PR, Marta Favreto.

No Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), em Curitiba, as denúncias de consumidores que não recebem os produtos comprados correspondem a aproximadamente 20% dos casos, de acordo com o delegado Demetrius Gonzaga de Oliveira. O crime corresponde ao estelionato, definido no artigo 171 do Código Penal, em que há vantagem áá- no caso, recebimento de dinheiro - por meio da enganação. Os consumidores são lesados com a não-entrega do produto ou com a entrega de produto com defeito, que depois de devolvido para troca não é enviado para o cliente.

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O delegado também recomenda as compras no balcão. ''Não acredito que a diferença de valores seja tão significativa e compense a vantagem da compra pela internet. A compra no balcão é mais segura, pois o cliente experimenta, manuseia o produto, tem a possibilidade de fazer trocas e não depende de quem não conhece'', diz. Ele afirma que é difícil se certificar do grau de segurança da loja, pois em algumas vezes o produto é entregue, mas em outras compras é dado o golpe. Para ele, as empresas se aproveitam da ingenuidade e da boa fé dos consumidores, que não têm cautela necessária nas compras virtuais.


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Mas nem todas as lojas querem enganar os clientes. ''Não podemos generalizar, existem sim empresas sérias no mercado virutal'', afirma Marta. O delegado Oliveira destaca ainda os casos em que não há uma tentativa de golpe por parte das lojas, mas sim precipitação dos consumidores. ''Tem gente que é precipitada. Vários fatores podem contribuir para que o produto de empresas idôneas atrase, pois nem todas são megaempresas.'' O delegado conta que recebe várias denúncias de não-recebimento da mercadoria em que o produto é entregue depois sem problemas. Nesses casos, o consumidor deve retornar à delegacia para cancelar a queixa. ''Mas também não dá para ser muito cauteloso. O consumidor aceita o atraso, mas demora tanto que chega um momento em que não encontramos mais o criminoso'', alerta.


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