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Derretimento do Ártico é o segundo maior em 30 anos

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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AFP
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As geleiras árticas continuam a se reduzir sob o efeito do aquecimento global, registrando em agosto o segundo maior derretimento do verão (hemisfério norte) desde o início das medições por satélite, há 30 anos, indicaram nesta quarta-feira (27) cientistas americanos.

As medições efetuadas no dia 26 de agosto mostram que a extensão total das geleiras era de apenas 5,26 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, menos que os 5,32 milhões de km2 registrados no dia 21 de setembro de 2005, segundo recorde de derretimento no verão do Ártico, de acordo com um comunicado do Centro Nacional Americano de Neve e Gelo (National Snow and Ice Data Center/NSIDC) em Boulder (Colorado, oeste).

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As geleiras do Oceano Ártico diminuíram 2,06 milhões de km2 desde o início de agosto.


A magnitude desse derretimento mostra que a superfície das geleiras do Ártico poderá se reduzir mais do que no verão de 2007, que com 4,25 milhões de km2 já havia registrado um recorde depois do início das medições por satélite.


Restando várias semanas para que o Oceano Ártico recomece a congelar com a queda das temperaturas no outono, o derretimento poderá ser superior este ano em relação ao verão de 2007, estima o centro.


O recuo das geleiras árticas no verão de 2007 representava uma redução de cerca de 40% em relação à superfície média de 7,23 milhões de km2 do conjunto de geleiras que se mantinham no verão entre 1979 e 2000, indica o NSIDC.


A estação de derretimento no Ártico começa em meados de junho. A geleira atinge seu mínimo em meados de setembro e seu máximo no inverno, em meados de março.


"O fato é que a aceleração do derretimento no verão registrado durante esta década se mantém", revela o Centro.


O Pólo Norte poderá até ficar momentaneamente sem geleiras em setembro, um fato sem precedente na era moderna e que marcaria uma nova etapa no derretimento das geleiras árticas nos últimos dez anos sob o efeito do aquecimento global, havia estimado no final de junho um especialista norte-americano.


"É muito possível que não haja mais geleiras no Pólo Norte no final deste verão", o que se explica pela pequena espessura do gelo, explicou à AFP Mark Serreze, um cientista do NSIDC.

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Considerando que há 50% de chances de que isso ocorra, o cientista afirmou que é "concebível que em meados de setembro veleiros possam navegar do Alasca ao Pólo Norte".


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