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Desabamento de escola no Haiti provocou mais de 90 mortes

Redação Bonde/BBC Brasil
31 dez 1969 às 21:33

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O número de mortos na escola que desabou na sexta-feira (07) em um subúrbio da capital do Haiti, Porto Príncipe, subiu para mais de 90 pessoas neste domingo (09), após a descoberta de uma sala com corpos de mais 8 pessoas, entre elas, crianças.

No local funcionava um jardim-de-infância e aulas de primeiro e segundo graus, com um total de 700 crianças matriculadas, mas as autoridades ainda não sabem quantos estavam no local na hora da tragédia. Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas, 25 em estado grave.

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As equipes de resgate ainda trabalham no local porque há muitos soterrados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim enviaram mensagens de condolência ao Haiti.


A escola La Promesse, de três andares, desabou durante o horário de aulas, por volta das 10h de sexta-feira (13h de Brasília). Parte das paredes caiu sobre casas vizinhas da localidade de Nerettes. Na sexta-feira, pais buscavam desesperadamente por seus filhos em meio aos pedaços de concreto.


Causas


Anda não há informações oficiais sobre as causas do desastre, mas notícias dão conta que o andar superior da escola ainda estava em construção.


Soldados da missão da ONU e a polícia local foram enviados ao local para conter a multidão de curiosos e familiares das vítimas que foram até o local, prejudicando a chegada de máquinas e mais equipes de resgate.


Uma porta-voz da ONU no Haiti, Sophie de la Combe, afirmou à BBC que a organização e outras agências estão tentando salvar o máximo de vítimas.


Especialistas em resgate das ilhas francesas de Guadeloupe e Martinica e também dos Estados Unidos foram enviados ao Haiti. O país tem escassez de equipamentos de resgate, e ainda sofre com a destruição provocada por uma série de quatro tempestades e furacões neste ano, que mataram mais de 800 pessoas e destruíram 60 por cento das lavouras.


Michaele Gedeon, presidente da Cruz Vermelha haitiana, disse que há necessidade urgente de equipamentos pesados para as buscas e o resgate de sobreviventes.

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Segundo correspondentes as construções precárias e deslizamentos de terra são comuns no Haiti, o país considerado mais pobre do hemisfério ocidental.


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