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Violência e confrontos

Dia do Trabalho na Europa é marcado por protestos

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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No primeiro Dia do Trabalho desde a eclosão da crise financeira global, trabalhadores realizaram protestos hoje em diversas cidades da Europa. Houve violência e confrontos entre a polícia e manifestantes em alguns locais, como Grécia, Alemanha e Turquia. No entanto, o número de participantes nos protestos ficou abaixo do esperado pelos sindicatos de alguns países.

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Em Paris, sindicatos se uniram pela primeira vez em décadas para realizar uma marcha que esperava reunir milhares de pessoas. Segundo a polícia, o número de manifestantes em algumas cidades francesas foi muito maior do que o registrado no ano passado. Quase 300 pequenas manifestações estão programadas para hoje em toda a França.

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Na Itália, líderes sindicais transferiram as manifestações da capital do país para L'Áquila, cidade que foi atingida por um terremoto em abril. A transferência foi uma forma de demonstrar solidariedade para com as centenas de pessoas que perderam o emprego depois que a economia local foi fortemente prejudicada pelo terremoto. Na Espanha - que era uma das mais fortes economias da Europa e agora registra a maior taxa de desemprego da sua história - milhares de pessoas participaram dos protestos. Ainda assim, o número de manifestantes ficou abaixo da expectativa dos sindicatos.


Na Turquia, que somente na semana passada declarou o Dia do Trabalho como feriado, sindicalistas protestaram em um local onde dezenas de pessoas foram mortas em manifestações nesse mesmo dia há 30 anos. O evento foi marcado por confrontos entre a polícia e líderes esquerdistas e pelo menos 26 pessoas foram detidas.


Violência

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Um protesto na capital da Alemanha se tornou violento depois que esquerdistas atiraram garrafas e objetos em chamas contra a polícia. Um grupo de 400 pessoas bloqueou uma linha de bonde sentando nos trilhos. A polícia disse que dezenas de pessoas foram detidas em Berlim e outras 200 na cidade de Dortmund, onde manifestantes lançaram explosivos e pedras contra pedestres e a polícia.

Autoridades da Grécia usaram granadas para dispersar manifestantes em Atenas depois de ataques a bancos e a câmeras de vigilância de tráfego. Não foram registrados prisões ou feridos, mas os transportes públicos e os voos da empresa aérea Olympic Airlines foram afetados. A polícia russa enfrentou manifestantes que se reuniram para criticar o governo. Em Moscou, a polícia afirmou que quatro esquerdistas foram detidos depois de tentarem acender chamas perto do Kremlim. Dezenas de pessoas foram presas em São Petersburgo.


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