Cerca de 40% da água tratada e disponibilizada para a população no Brasil é desperdiçada em conseqüência da não manutenção adequada das redes, além da falta de gestão dos prestadores de serviços de saneamento. O desperdício afeta os recursos hídricos porque acaba sendo necessário captar e tratar mais água para oferecer à população.
A diretora da Agência Nacional de Águas (ANA), Dilma Celi Pena Pereira, explicou que de toda a água doce disponível 70% é destinada à agricultura, 11% ao abastecimento humano e 19% à indústria.
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"Portanto, em relação ao desperdício do recurso na agricultura, é fundamental que os poderes públicos, ligados à questão da gestão dos recursos hídricos e à agricultura, desenvolvam tecnologias poupadoras de água e manejo adequado da agricultura e da forma como esse produto é usado", destacou a diretora.
A população, de acordo com Dilma Pereira, tem duas formas de trabalhar com a economia do bem. "Uma delas é ter a consciência de que ele está pagando por aquele recurso e portanto deve utilizá-lo com parcimônia. É uma alteração da cultura dos nossos avós que passavam para a gente que a água é um dom de Deus, infinito e inesgotável, o que não é verdade e já está comprovado".
A outra forma mencionada pela diretora da ANA é que a população deve acompanhar o dia a dia das políticas governamentais, cobrando e fiscalizando para que o recurso público alocado, tanto para implantar a infra-estrutura para o abastecimento de água quanto para a reservar o produto, seja o mais eficiente possível e atinja o seu objetivo'.