Episódios de violência foram registrados nesta terça-feira (1) à noite em Ulan Bator, capital da Mongólia, onde milhares de manifestantes contestaram o anúncio da vitória dos ex-comunistas nas eleições legislativas de domingo. Na tarde de hoje, o presidente Nambariin Enkhbayar decretou quatro dias de estado de exceção.
Cerca de 6 mil manifestantes entraram em confronto com a Polícia nas imediações da sede do Partido Popular Revolucionário Mongol (PPRM), que foi destruída pelo fogo.
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A Polícia disparou balas de borracha e atirou bombas de gás lacrimogêneo para tentar dispersar a multidão, revoltadas com o anúncio da vitória reivindicada pelos ex-comunistas mesmo sem o anúncio oficial da comissão eleitoral nacional.
Os manifestantes, que arremessavam pedras contra os bombeiros, conseguiram passar pela barreira policial. Eles entraram no edifício quebrando vidros e jogaram móveis e vários objetos pelas janelas. Cerca de sessenta pessoas ficaram feridas.
Eleições
O antigo Partido Comunista, que governou o país de 1921 a 1996, assegurou na segunda-feira que havia obtido a maioria no Parlamento com pelo menos 44 assentos de 76. A comissão eleitoral nacional havia, entretanto, considerando na segunda-feira qualquer declaração de vitória prematura. Um instituto de pesquisas independente também anunciou a vitória do PPRM.
Depois das eleições legislativas de 2004, os democratas ficaram quase empatados com os ex-comunistas, formando com estes uma coalizão que desencadeou uma paralisia política. A Mongólia, imenso país que tem apenas 2,6 milhões de habitantes, faz fronteira com Rússia e China. No ano passado, seu crescimento econômico chegou a 9,9% graças sobretudo a vastas reservas de cobre e ouro.