Elisabeth Fritzl, a austríaca seqüestrada e violentada por seu pai durante 24 anos em Amstetten, planejava deixar a casa dos pais pouco antes de ser trancada no porão, de acordo com cartas publicadas nesta quinta-feira (08) pelo jornal Osterreich.
"Depois das provas, me mudarei com minha irmã e seu noivo", escreveu a jovem na época, hoje com 42 anos, em uma carta no dia 9 de maio de 1984 e endereçada a um amigo, segundo o jornal, que publica cópias de três cartas. Em outra delas, escrita no dia 29 de maio de 1984, relata ao mesmo amigo: "quando receber esta carta, tudo terá acabado. Te darei o meu novo endereço quando tiver me mudado". Em outra carta, de 3 de agosto de 1984, Elisabeth falava de seu emprego temporário, sem indicar do que se tratava, que permitia a ela ter dois dias de folga por semana para jogar tênis ou ir à piscina.
Três meses depois, Elisabeth, com 19 anos, seria trancada por seu próprio pai no porão sem janelas da casa em que morava.
Ali passou 24 anos, submetida à violência sexual de Josef Fritzl, com o qual teve sete filhos, um deles morto pouco tempo depois de seu nascimento, em 1996. O drama foi revelado no dia 26 de abril.