Como figura no registro de suas credenciais, entregues ao Ministério das Relações Exteriores quando iniciou suas atividades no Brasil, Ghorbani está no país desde fevereiro de 2010 e é casado.
"Segundo as garotas, ele teria aproveitado para tocar as partes íntimas delas enquanto nadava na piscina do clube", afirmou a BBC Brasil Johnson Monteiro, delegado responsável pelo caso.
Após o incidente, Ghorbani foi encaminhado pela Polícia Militar a uma delegacia em Brasília. Lá, foi identificado como integrante do corpo diplomático do Irã e, posteriormente, liberado.
Na delegacia, os policiais lavraram um boletim de ocorrência e um registro do depoimento das testemunhas. Os dois documentos foram submetidos ao Itamaraty para análise.
Por ter imunidade diplomática, estabelecida pela Convenção de Viena - da qual o Brasil e o Irã são signatários -, Ghorbani não pode ser preso ou processado por nenhum crime, nem mesmo multado por infrações. A única exceção é se o país de origem retirar a imunidade diplomática de seu funcionário.
O Itamaraty, que recebeu os documentos no fim da tarde da última quarta-feira, ainda não emitiu parecer sobre o caso nem deu previsão de quando o fará.