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Epidemia de bactéria já fez 76 vítimas neste ano

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33

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Uma epidemia de bactérias de crescimento rápido que atinge hospitais brasileiros já vitimou mais de mil pessoas nos últimos três anos - 76 delas só em 2008 - e serviços de saúde têm feito um "recall" de pacientes para buscar casos ainda desconhecidos. Enquanto isso, quem já se descobriu doente enfrenta um calvário de cirurgias para a retirada de tecidos atingidos ou vive acamado, sofrendo com cicatrizes e efeitos de um coquetel de medicamentos contra a infecção, que gera feridas de difícil cicatrização e lesões nodulares.

Pelo menos duas mortes estão em investigação hoje no Paraná, além de outros 153 casos no País, e o problema preocupa principalmente o Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, segundo balanço da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da última terça-feira. Mesmo Estados que vêem a situação controlada, como o Rio, o Espírito Santo, Pará e Paraná, já têm novas suspeitas de contaminação neste ano.

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Segundo avaliação da Anvisa, 89% das vítimas são pacientes de hospitais privados, que se submeteram a cirurgias não invasivas - as chamadas videocirurgias - que utilizam câmeras e cânulas que adentram o corpo do paciente por pequenos orifícios na pele. No entanto, também há registros em cirurgias abertas, lipoaspirações, cirurgias oculares e endoscopias, amplamente utilizadas na rede privada. As vigilâncias sanitárias vinculam o problema principalmente à sujeira de equipamentos utilizados nas cirurgias, mas, mesmo após três anos e um grande número de casos registrados, não há ainda estudos conclusivos. Os agentes infecciosos, chamados de Micobactérias de Crescimento Rápido, podem demorar até dois anos para se manifestar.

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De acordo com a Anvisa, a situação é epidêmica por causa do ineditismo do problema e de seu crescimento nos últimos anos, segundo o diretor do órgão regulador Claudio Maierovitch.


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