Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira ao Mercosul, especialmente à Argentina e ao Brasil, que não fragmentem as negociações da Alca.
Além disso, solicitaram aos países a apresentação das propostas de serviços, investimentos e compras governamentais.
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"Os países permanecem seriamente comprometidos a concluir as negociações em 2005, mas (...) ainda temos muito trabalho pela frente", disse um alto funcionário do Departamento de Comércio americano que pediu para não ter o nome divulgado.
Os EUA desejam que as negociações agrícolas e "antidumping", os temas mais sensíveis para a América Latina, sejam decididas pela OMC (Organização Mundial do Comércio).
O Brasil também defende a transferência para a OMC, ou para o âmbito bilateral, de temas complexos para Washington, como serviços, investimentos e compras governamentais.
O Mercosul ainda não fez suas propostas iniciais para estas três últimas áreas, mas a data limite para a apresentação era 15 de fevereiro, criticou o funcionário, acrescentando que "é compreensível que aconteça com um país como o Haiti, o mais pobre do continente, mas é menos compreensível no caso de Brasil e Argentina".
"Obviamente, muitos países estão pedindo a Argentina e Brasil que completem o processo de ofertas", disse o funcionário.
Ele não quis responder se o atraso do Mercosul a apresentar suas propostas teria sido motivado pelo desejo do Brasil de deixar a resolução dos três temas para o âmbito da OMC.
"Não sei; não quero imaginar motivos", afirmou.
Ele também comentou que muitos países do continente não concordam com o enfoque brasileiro das negociações.
O funcionário americano destacou que o continente está comprometido em criar a Alca.
"Mais do que um compromisso com o acordo, é um compromisso com um tipo de acordo, que terá como resultado a integração econômica dos 34 países que negociam a maior área de livre comércio do planeta", disse.