Enquanto os aviões da ofensiva anglo-norte-americanas enfrentam a artilharia antiaérea da Guarda Republicana na região central de Bagdá, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reunia para avaliar os estragos causados pelo conflito, no final da tarde desta quarta-feira (horário de Brasília).
Os bombardeios continuam na região norte do Iraque e os aviões da ofensiva aliada tentam quebrar a resistência montada pela Guarda Republicana em Bagdá para evitar que as tropas terrestres avancem sobre a capital iraquiana.
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Os iraquianos anunciaram a destruição de um helicóptero britânico, 11 tanques e 12 blindados nas últimas 24 horas. Durante entrevista coletiva, o Pentágono, através de sua porta-voz, Victoria Clarke, afirmou que o número oficial da baixa aliada é de 24 militares mortos e 19 feridos.
Clarke também revelou que armas químicas teriam sidos encontradas em um hospital tomado pelos norte-americanos no Iraque e que os filhos de Saddam Hussein passam a ser considerados alvos militares.
O Conselho de Segurança da ONU começou reunião às 17h30 (horário de Brasília), com o presidente do Conselho, Koffi Annan, afirmando que a ajuda humanitária "Comida por óleo" não será suficiente para auxiliar os civis que sofrem com os bombardeios no Iraque.
Annan pediu o respeito a dois princípios em relação ao Iraque: o respeito pela soberania do Iraque, integridade territorial e independência e o respeito pelo direito do povo iraquiano de determinar seu futuro político e controlar suas reservas.
O embaixador do Iraque Mohammed Aldouri, acusou os Estados Unidos de "aterrorizar a população" e afirmou que a guerra iniciada pelos norte-americanos vem para que eles possam implantar um governo de seus interesses. Além disso, Aldouri lembrou que o início da ofensiva sem aval da ONU é "é um crime que viola as leis internacionais".
Ele foi além afirmou que a tomada de poder pelos Estados Unidos pode chegar a tranformar o país em uma força única e dominadora mundial que pode acabar com as Nações Unidas.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, decidiu ignorar o alerta da ONU e as declarações contra a guerra - feitos pela maioria dos embaixadores da entidade que discursaram nesta quarta-feira - e avisou as autoridades mundiais e os soldados que a ofensiva está longe de terminar.