Os Estados Unidos planejam uma rápida operação de ataque no Iraque.A ofensiva que dará início à Segunda Guerra do Golfo terá como principal objetivo o círculo íntimo de Saddam Hussein, a Guarda Republicana, as forças de segurança, os bunkers, as redes de comunicação e as bases de defesa antiaéreas e os aeroportos.
Os Estados Unidos tentarão aniquilar toda a resistência e matar ou isolar Saddam Hussein de suas forças armadas, das armas de destruição em massa e da população iraquiana.
Esse é o cenário de guerra que os analistas militares imaginam, de acordo com a informação que vazou da administração Bush sobre os planos de guerra.
Os Estados Unidos planejam uma guerra curta e diferente do conflito de 1991, assegurou o chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos, Richard Myers.
A ordem para o início da ofensiva norte-americana teria sido assinada na Casa Branca pelo presidente dos Estados Unidos, por Geroge W. Bush, por volta das 22 horas, quando terminou o prazo dado pelo governo norte-americano para que o líder iraquiano Saddam Hussein deixasse o Iraque. Hussein e os outros líderes - Uday e Qusay - recusaram-se a aceitar a proposta e prometeram lutar até a morte.
A imprensa internacional afirmou durante todo o dia desta quarta-feira que os Estados Unidos já teriam iniciado o bombardeio ao Iraque em algumas áreas de exclusão e muitos soldados iraquianos teriam se rendido na fronteira.
O mau tempo no Iraque, que sofre intensa tempestade de areia, deve dificultar os trabalhos das tropas norte-americanas e dar mais tempo para a defesa iraquiana e a população a deixar as áreas atingidas. O exército dos Estados Unidos lança vários panfletos no país para incentivar e orientar a rendição e a coalizão.
Em todo o mundo diversas manifestações populares protestaram contra a guerra. França e Rússia voltaram a criticar a posição de Bush, mas soldados franceses foram enviados para o Golfo. Na Itália, os parlamentares que apoiaram a guerra foram vaiados durante assembléia.
No Brasil, o presidente Luis Inácio Lula da Silva confirmou a posição pacifista e mais uma vez criticou as ações de Bush, principalmente pelo presidente norte-americano iniciar o ataque sem o aval da Organização das Nações Unidas.