Os Estados Unidos e o Reino Unido exigiram que a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dê maior importância à guerra contra o talibã no Afeganistão, que precisa de reforços para a missão da Aliança no país.
Em seu discurso, o presidente americano George W. Bush lembrou que o Afeganistão ainda é a "prioridade principal" da Otan e deu como exemplo a decisão dos Estados Unidos de enviar mais 3.200 soldados ao país, assim como o anúncio da França de reforçar sua presença.
Apoiando o presidente americano, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown assegurou durante coletiva de imprensa que seu objetivo é "repartir mais" a responsabilidade no Afeganistão. "Acredito também que essa responsabilidade poderia ser dividida entre os países que fornecem equipamentos", disse Brown.
A Otan quer colocar um fim nas divergências da necessidade de reforço militar no Afeganistão e conseguir apoio internacional para os próximos anos de guerra contra um adversário complicado, de uma região distante na Ásia Central, onde proliferam o tráfico de drogas e redes de corrupção.
Os 26 aliados devem adotar uma "declaração" que lembre os objetivos da Otan pelos próximos cinco anos no Afeganistão, onde apenas em 2008 morreram aproximadamente 30 soldados da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).