Um grupo de 80 líderes evangélicos entregou nesta quarta (25) à Mesa do Senado um manifesto contra a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia. Os líderes representavam cerca de 500 evangélicos que fizeram um protesto em frente ao Senado contra a aprovação do projeto, e que foram impedidos de entrar no Congresso.
O projeto altera a Lei 7.716/99, que trata de crimes de discriminação por raça, cor, etnia, religião e nacionalidade. A proposta é estender as punições aos comportamentos homofóbicos. Passaria a ser crime impedir, recusar ou dificultar o acesso ao mercado de trabalho e a ambientes públicos ou privados por causa de orientação sexual.
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O grupo foi recebido pelo senador Magno Malta (PR-ES), que também é contra a aprovação da proposta. Para o parlamentar, o projeto cria "um império homossexual no Brasil", porque, segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para emprego ou transação comercial em virtude da opção sexual poderá ser preso.
O projeto propiciaria inclusive a impunidade da pedofilia e da necrofilia, na avaliação do senador. "O pedófilo vai dizer que a opção sexual dele é menino de 9 anos", declarou Malta.
O vice-presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), pastor Silas Malafaia, considerou o projeto "uma afronta à democracia", porque inibe a liberdade de expressão. "No estado democrático ninguém está imune à crítica", afirmou.
O pastor do Ministério da Fé Fadi Faraj, disse que o projeto compara a opção sexual às raças e etnias, o que ele considerou "um absurdo". "Isso (homossexuais) não é uma minoria, isso é um comportamento sexual", disse o pastor.
O projeto de lei já foi aprovado na Câmara dos Deputados.