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Exército libanês ameaça recorrer à força, se necessário

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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AFP / Ramzi Haidar
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O Exército libanês decidiu recorrer à força, caso seja necessário, a partir desta terça-feira (13) contra a presença de homens armados, enquanto mantinha sua mobilização sem conseguir impedir os confrontos entre militantes da maioria governista anti-síria e do opositor Hezbollah.

Durante a noite foram registrados novos combates em Trípoli (norte), entre partidários da oposição e da maioria governista.

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Após estes enfrentamentos o Exército mobilizou-se novamente na periferia dos bairros mais conturbados do norte de Trípoli, onde foram registrados choques entre militantes sunitas, que apóiam o governo, e alauitas, grupo dissidente do xiismo, mas leal ao Hezbollah.


Desde sábado, o Exército mantém sua mobilização em todo o país para tentar evitar que a violência se estenda. Os combates deixaram 61 mortos e quase 200 feridos desde 7 de maio no oeste de Beirute, em Trípoli e nas montanhas drusas, a sudeste da capital.


A partir desta terça-feira às 06h00 (00h00 de Brasília), o Exército decidiu utilizar, caso necessário, a força contra qualquer presença armada.


"Às 09h00 (03h00 de Brasília) não tínhamos conhecimento de nenhum foco de violência nas áreas onde o Exército está mobilizado", declarou à AFP um porta-voz militar.


O jornal An-Nahar, ligado à maioria, explica que esta decisão é o resultado do compromisso das diferentes partes para evitar que a situação fuja de qualquer controle, à espera dos resultados de uma mediação da Liga Árabe, que na quarta-feira enviará uma delegação a Beirute.

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A oposição, que mantém seu movimento de "desobediência civil", continua fechando algumas estradas, especialmente a que leva ao aeroporto, ao sul de Beirute, o que impede o tráfego aéreo. Também bloqueia a estrada que leva à fronteira com a Síria, no leste.


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