O Exército libanês decidiu recorrer à força, caso seja necessário, a partir desta terça-feira (13) contra a presença de homens armados, enquanto mantinha sua mobilização sem conseguir impedir os confrontos entre militantes da maioria governista anti-síria e do opositor Hezbollah.
Durante a noite foram registrados novos combates em Trípoli (norte), entre partidários da oposição e da maioria governista.
Após estes enfrentamentos o Exército mobilizou-se novamente na periferia dos bairros mais conturbados do norte de Trípoli, onde foram registrados choques entre militantes sunitas, que apóiam o governo, e alauitas, grupo dissidente do xiismo, mas leal ao Hezbollah.
Desde sábado, o Exército mantém sua mobilização em todo o país para tentar evitar que a violência se estenda. Os combates deixaram 61 mortos e quase 200 feridos desde 7 de maio no oeste de Beirute, em Trípoli e nas montanhas drusas, a sudeste da capital.
A partir desta terça-feira às 06h00 (00h00 de Brasília), o Exército decidiu utilizar, caso necessário, a força contra qualquer presença armada.
"Às 09h00 (03h00 de Brasília) não tínhamos conhecimento de nenhum foco de violência nas áreas onde o Exército está mobilizado", declarou à AFP um porta-voz militar.
O jornal An-Nahar, ligado à maioria, explica que esta decisão é o resultado do compromisso das diferentes partes para evitar que a situação fuja de qualquer controle, à espera dos resultados de uma mediação da Liga Árabe, que na quarta-feira enviará uma delegação a Beirute.
A oposição, que mantém seu movimento de "desobediência civil", continua fechando algumas estradas, especialmente a que leva ao aeroporto, ao sul de Beirute, o que impede o tráfego aéreo. Também bloqueia a estrada que leva à fronteira com a Síria, no leste.