Mundo

Falta de investimento é agravante da poluição urbana

31 dez 1969 às 21:33

Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 39% têm meios de destinação adequada para os resíduos sólidos coletados, já os outros 61% "contribuem para a degradação do meio ambiente, do solo, das águas e, principalmente, estão colocando em risco a saúde pública da população", avaliou o assessor Jurídico e de Assuntos Institucionais da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho.

A situação mais crítica é encontrada nas Regiões Norte e Nordeste, onde os percentuais de municípios que não dão destinação adequada aos resíduos sólidos chegam a 85% e 76%, respectivamente. Situação inversa é registrada nas Regiões Sudeste e Sul.


Além do alto percentual de municípios que não fazem destinação adequada dos resíduos sólidos, no ano de 2007 "dez milhões de toneladas de resíduos urbanos sequer foram coletados", apontou Silva Filho.


O diagnóstico dessa situação precária, segundo o representante da Abrelpe, se deve "a um conjunto de fatores, como a falta de uma cultura sobre a real necessidade de adequação da destinação dos resíduos sólidos, a falta de locais adequados para a construção de aterros sanitários ou depósito e, principalmente, à falta de recursos a serem aplicados nesse setor".

Dados do Instituto apontam que a média de gastos dos municípios brasileiros, em 2007, com esse setor de resíduos sólidos, está em R$ 2,20 por mês, por domicílio de quatro pessoas, o que significa mais ou menos entre R$ 0,60 a R$ 0,80 por dia, por pessoa.


Continue lendo