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Em novo julgamento

Fazendeiro acusado de mandar matar Dorothy é absolvido

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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O fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi absolvido nesta terça-feira (6) da acusação de mandante da morte da missionária americana Dorothy Stang, por cinco votos a dois, em novo julgamento na 2ª Vara do Juri de Belém (PA).

O promotor de acusação, Edson Souza, deve entrar com recurso pedindo novo julgamento. Ele deve alegar que o resultado deste julgamento não levou em conta às provas dos autos, que apontavam Bida como mandante do crime. Esta apelação será apreciada por uma câmara de desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará, e a decisão sobre se haverá um novo julgamento só deverá ser anunciada no fim do ano.

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O juri que absolveu Bida, formado por seis homens e uma mulher, acatou a tese da defesa de negativa de autoria de mando do crime. Os jurados, no entanto, mantiveram a condenação de Rayfran das Neves, apontado como o executor do assassinato, que no primeiro julgamento foi condenado a 27 anos de prisão, e agora teve a pena aumentada para 28 anos.


No primeiro julgamento, Valdomiro Bastos havia sido condenado a 30 anos de prisão. Nesta terça-feira (6), ao ser anunciada a absolvição, o fazendeiro foi imediatamente colocado em liberdade.

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A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em fevereiro de 2005. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com informações da Agência Brasil.


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