A cesta de 35 produtos de alto consumo, pesquisada mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), apresentou alta de 2,78%, em junho, ante o mês anterior. O aumento real, já descontada a inflação, foi de 2,04%.
Comparado a junho do ano passado, o índice teve alta de 14,83% em valores reais. A cesta passou de R$ 208,38, em junho de 2007, para R$ 253,52.
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O destaque do índice Abras Mercado foi o feijão, que teve alta de 13,95%, seguido do arroz (8,01%) e da batata (7,61%). Já os produtos com as maiores quedas foram o tomate, com -7,01%; o leite em pó integral, com -3,69%; e a farinha de mandioca, com -2,66%.
Segundo o diretor responsável pelo boletim da Bolsa de Cereais, Rui Roberto Russomano, apesar do preço do feijão ainda estar alto, nos supermercados, a tendência é de queda nos próximos meses.
Ele explicou que os preços já estão baixando para o produtor e o empacotador, que é o responsável por distribuir o feijão para os supermercados. O consumidor é o último a perceber a redução do preço, por conta dos estoques existentes no mercado varejista.
"Nesses últimos 15 dias, o feijão já se ajustou em torno de R$ 185 a saca , abaixo do que era esperado, mas o supermercado ainda está trabalhando com o estoque que comprou a R$ 200 e está repassando isso para o consumidor", disse Russomano.
Na avaliação do presidente da Abras, Sussumo Honda, os preços do feijão estão condizentes às questões de mercado, justamente por conta da existência do empacotador, que contribui para compor o preço a ser vendido no varejo e no atacado.