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Filhos de Bin Laden se queixam de morte arbitrária do pai

10 mai 2011 às 22:51

Filhos de Osama Bin Laden criticaram autoridades americanas por terem promovido o que eles chamaram de "morte arbitrária" de seu pai. Em comunicado enviado ao jornal The New York Times, familiares do extremista questionaram o fato de ele ter sido morto, em vez de capturado vivo.


Eles também pediram a libertação de seus parentes que estavam na mansão onde o líder da Al-Qaeda foi encontrado, em 1º de maio, em Abbottabad, no Paquistão.



Outro comunicado foi divulgado em um site jihadista, dizendo que o suposto sepultamento de Bin Laden no mar - versão dada pela Casa Branca - é "humilhante" para seus familiares.



Bin Laden foi morto a tiros durante uma operação de forças especiais americanas no Paquistão. O comunicado publicado pelo NYT foi atribuído ao quarto filho de Bin Laden, Omar Bin Laden, que em diversas ocasiões tentou se distanciar da ideologia propagada por seu pai.



O texto de Omar diz que, na ausência de um corpo e de evidências fotográficas da morte de Bin Laden, a família não está convencida que ele está morto.



O presidente dos EUA, Barack Obama, havia dito anteriormente que não pretende divulgar as fotos de Bin Laden morto, temendo que as imagens provoquem atos de violência e extremismo.



Questionamento



No caso de Bin Laden ter de fato morrido, seus familiares questionam "por que um homem desarmado não foi preso e julgado sob a lei, de forma que a verdade fosse revelada ao resto do mundo".



Eles dizem que a morte do extremista foi uma violação de leis internacionais. "A morte arbitrária não é uma solução a problemas políticos", diz o texto, que pede uma investigação sobre a "execução primária".



Um site jihadista publicou mensagem em que dizia que o presidente dos EUA, Barack Obama, é "legalmente responsável" por esclarecer o ocorrido com Bin Laden e que seu sepultamento no mar "humilha seus familiares e simpatizantes".



Os EUA, por sua vez, pedem que o Paquistão investigue como Bin Laden conseguiu permanecer durante anos em seu território sem ter sido identificado e denunciado.


O premiê paquistanês, Yusuf Raza Gilani, disse na última segunda-feira que pretende investigar o ocorrido, mas agregou que são "absurdas" as acusações de que o país teria sido incompetente ou conivente quanto à presença de Bin Laden no país.


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