O fim da assinatura básica pode significar a quebra das operadoras de telefonia fixa em um ano. A declaração é do vice-presidente de Estratégias Corporativas e Regulatórias da Telefônica, Eduardo Navarro.
"A forma mais rápida de quebrar o setor de telefonia fixa é acabar com a assinatura básica", ressaltou Navarro que participou do 47º Painel TeleBrasil, promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações.
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O dirigente da Telefônica disse também que a cobrança da assinatura básica, mesmo daqueles clientes que não utlizam os serviços de telecomunicações, é responsável por 40% da receita das empresas do setor.
Navarro justificou a necessidade da cobrança da assinatura para as operadoras porque elas têm custos com a infra-estrutura de rede, o que não acontece com quem oferece serviços de telefonia celular.
Quanto ao projeto de lei que determina o fim da asssinatura e que tramita na Câmara dos Deputados, Navarro destacou que a Telefônica tentará sensibilizar a sociedade e os parlamentares para que a proposta não seja aprovada. Nesta semana, o projeto entrou na pauta da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, mas não chegou a ser votado.