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Guerra no Iraque

Forças dos EUA já estão a 75 km de Bagdá

Bonde, com informações da Agência Brasil
24 mar 2003 às 14:40

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Forças dos EUA afirmaram que as tropas da infantaria conseguiram superar tenaz resistência na cidade de Nasiriya, no sul do Iraque, e suas unidades blindadas avançaram velozmente até chegar a 75 km de Bagdá, no início desta segunda-feira, hora local. A cidade foi alvo de novos e pesados bombardeios aéreos, pouco antes do amanhecer.

A jornada do domingo foi descrita como a mais intensa e penosa desde o início da guerra, na quarta-feira passada, não apenas pela quantidade de missões realizadas, mas pela forte resistência encontrada sobretudo em Nasiriya.

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O ministro da Informação do Iraque, Mohamed Saeed al Sahaf, declarou, ao citar a resistência iraquiana e a captura de militares norte-americanos, que o domingo passado foi um "dia negro" para as forças lideradas pelos Estados Unidos e garantiu que o Iraque está respeitando a Convenção de Genebra no tratamento de seus prisioneiros de guerra.


Al Sahaf relatou que pelo menos 62 civis morreram e centenas ficaram feridos na campanha militar liderada pelos Estados Unidos em oito cidades, na véspera.


"Pessoas comuns" estavam pegando em armas para lutar ao lado de tropas iraquianas contra as norte-americanas e britânicas, disse ainda o ministro, acrescentando que "bravos camponeses" derrubaram dois helicópteros Apache norte-americanos.


O ministro afirmou que o fato de a televisão ter mostrado imagens de soldados norte-americanos capturados por iraquianos não violava a Convenção de Genebra porque eles não foram interrogados, mas entrevistados por jornalistas locais.


Al Sahaf observou que, no dia anterior, as forças norte-americanas haviam exposto o que chamou de civis inocentes como se fossem soldados iraquianos, acrescentando que estes estavam sob a mira de armas.


"Nós estamos comprometidos com a Convenção de Genebra e os mercenários que não forem mortos no campo de batalha serão feitos prisioneiros de acordo com a Convenção de Genebra", garantiu.


Dirigindo sua ira aos Estados Unidos, à Grã-Bretanha e a Israel, o qual chamou de "entidade sionista", Al Sahaf disse que "as mãos deles estão manchadas de sangue, com o sangue de mulheres do Afeganistão" e "com o sangue de vietnamitas", referindo-se à Guerra do Vietnã.


"Esse é apenas o primeiro round. Nós mostraremos mais (militares da coalizão) capturados", prometeu.


"Como o presidente Saddam Hussein mencionou em seu discurso, eles (as forças da coalizão) estão insistindo no bombardeio de áreas civis", ressaltou, ao apresentar a lista inicial de vítimas da guerra.


Na cidade de Karbala houve 10 mortos e 32 feridos; em Salahadin, dois mortos e 22 feridos; em Najaf, dois mortos e 36 feridos; em Qadasiya, quatro mortos e 13 feridos; em Basra, 14 mortos e 122 feridos; em Babylon, 30 mortos e 63 feridos; em Bagdá, 194 feridos; e em Nineveh, oito feridos, segundo o ministro.

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"Essa campanha é um grande crime de guerra. E nós vamos declarar isso oficialmente a todas as partes interessadas", condenou.


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