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Fórum de Energia em Roma rejeita biocombustíveis

31 dez 1969 às 21:33

Um verdadeiro bombardeio de críticas aos biocombustíveis marcou nesta segunda-feira o Fórum Internacional de Energia pelo papel dessa nova tecnologia no agravamento da crise alimentar mundial.

"Está se delineando um conflito entre alimento e combustível com conseqüências sociais desastrosas e benefícios duvidosos para o meio ambiente", advertiu o atual chefe de governo italiano, Romano Prodi, ao inaugurar o segundo dia da reunião em Roma.


A crise causada pelo aumento dos preços dos alimentos gerou protestos violentos e instabilidade política em inúmeros países, entre eles Haiti, Camarões, Egito, Etiópia, Indonésia, Costa do Marfim, Madagascar e Filipinas.


"É preciso vigiar para que a produção e difusão dos biocombustíveis seja coerente com o objetivo de conseguir um desenvolvimento sustentável", pediu Prodi.


"O mundo deve decidir qual é a prioridade: dirigir ou comer", afirmou o ministro de Energia do Qatar, Abddullah Al Attiyah, que nega uma relação importante entre o elevado preço do petróleo e a atual crise alimentar.


Para o ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, o impacto dos biocombustíveis no mercado de petróleo é "marginal", apesar de considerar uma "loucura, principalmente na América Latina, por causa dos preços que os alimentos alcançaram".


Discussões na África


A décima segunda Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), em Gana, examinou nesta segunda-feira (21) o que pode ser feito para que a África se torne um continente próspero, apesar das dificuldades em cumprir o objetivo de reduzir pela metade a pobreza antes de 2015, prazo fixado pela própria ONU.


"A África subsaariana está em risco, nenhum país sequer da região está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para 2015", alertou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, durante um discurso cujo foco era, paradoxalmente, o controle do comércio e do desenvolvimento para aumentar a prosperidade africana.


Segundo o Banco Mundial (Bird), essa meta pode sofrer um atraso de sete anos se os preços dos alimentos continuarem subindo.


"Peço ao mundo todo que tome decisões válidas para garantir o futuro dos mais pobres entre os mais pobres, com prioridade para mulheres e crianças", declarou Ban. "Os preços altos (dos produtos alimentícios de primeira necessidade) ameaçam os avanços alcançados até aqui na luta contra a fome e desnutrição", lamentou o secretário-geral.

Ban Ki-Moon lançou um duplo apelo: pediu aos países africanos que estãos e beneficiando com a alta dos preços das matérias-primas, principalmente os produtores de petróleo, que aumentem seus investimentos; por outro lado, pediu aos doadores internacionais que cumpram com seus compromissos financeiros.


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